O mercado brasileiro de software operou um crescimento de 35%, em 2008, na comparação com 2007, movimentando US$ 15 bilhões, segundo apurou a A Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES), na pesquisa "Mercado Brasileiro de Software - Panorama e Tendências" conduzida pelo IDC.
Do total gerado, US$ 5 bilhões estão ligados a programas de computador e US$ 10 bilhões a serviços, equivalendo a 1,68% e 1,72% do cenário mundial, respectivamente.
As exportações de licenças e serviços alcançaram US$ 340 milhões.
A pesquisa observa ainda que 50% da demanda provêm dos segmentos financeiro e industrial, seguidos por serviços, comércio, governo, agroindústria e outros.
Nas previsões para 2009, a avaliação é de que os investimentos em TI cresçam em níveis reduzidos, porém, acima da média dos demais setores da economia, com destaque para Brasil e América Latina, segundo observou, em nota, José Curcelli, presidente da Abes.
As tecnologias que prometem, conforme o estudo, são virtualização, VoIP, ferramentas de consolidação e de gerenciamento e projetos de terceirização.
Em 2008, o mercado global de TI movimentou em torno de US$ 1,4 trilhão e o latino-americano, US$ 61 bilhões, dos quais o Brasil representou 48%.
Produção nacional
A análise do IDC e da Abes descobriu também que 32,5% do mercado brasileiro é alimentado por programas criados localmente. Em 2004, a participação era de 27%.
Atualmente o segmento é composto por 8,5 mil companhias - a maioria se dedica ao desenvolvimento e produção de programas de computador. Dessas, 94% são micro ou pequenas empresas e 52,2% delas atuam na distribuição e venda de softwares.